Olimpíadas – Seletiva para Hipismo

31 03 2008

Favoritos perdem desempenho, mas demonstram confiança
Carolina Canossa

São Paulo (SP) - Vencedora da segunda das cinco provas que valem pela fase nacional da seletiva olímpica brasileira, Camila Mazza de Benedicto foi uma exceção neste domingo. Dos três conjuntos que zeraram a primeira disputa, na sexta-feira, ela foi a única a continuar no mesmo nível nesta etapa da disputa, apesar da falta cometida durante sua apresentação.Melhor classificado na prova de estréia, também disputada na Sociedade Hípica Paulista, José Roberto Reynoso ficou apenas com a oitava colocação montando Sanol Dog Protécnica Long Neck HV: um dos quatro a não ultrapassar o limite de 93 segundos (fez 85s93), ele perdeu oito pontos, caindo para a terceira posição na corrida por Pequim-2008.

“O primeira falta foi uma infelicidade muito grande. Trata-se de um obstáculo que se eu passar 20 vezes por ele, não vou derrubar. O outro problema foi em uma parte do percurso que deu muita dificuldade para os competidores”, analisou o atleta, que ficou apenas com a oitava colocação neste domingo.

Apesar do dia ruim, ele assegura não estar decepcionado com o resultado. “O meu cavalo saltou muito bem e eu não tenho nenhuma queixa dele. Continuo dizendo que é um animal muito bom para saltar provas de 1,5m e fez o que estava dentro do esperado”, completou.

Com o “azar” de Reynoso, a segunda posição na seletiva olímpica brasileira foi para Bartholomeu Bueno de Miranda Neto, que também ficou longe de uma inesquecível performance. Quinto colocado no segundo percurso (seis pontos em 99s20), ele explicou os problemas que enfrentou nesta tarde.

“Hoje a prova estava mais difícil que no primeiro dia, pois o percurso era um pouco mais técnico. Meu cavalo vinha saltando muito bem, mas depois do obstáculo do rio, ele embraveceu um pouquinho. E foi justamente na parte do obstáculo triplo, a maior dificuldade da prova. Como o cavalo me atrapalhou um pouco na curva, eu não consegui ser muito preciso para chegar lá”, justificou o cavaleiro.

Miranda, entretanto, está otimista para a disputa dos quatro percursos que serão disputados no Rio de Janeiro entre os dias 16 a 20 de abril no Complexo de Deodoro, durante o Campeonato Brasileiro. “Estou dentro das expectativas. Poucos conseguiram resultado melhor que eu, então para mim isso é o suficiente”, garantiu Bartholomeu. “Meu cavalo está em excelente forma e tudo andou dentro do programado. Foi o primeiro concurso deste nível dele neste ano e creio acho que ele vai chegar no auge mesmo quando precisar”, emendou.

Dividindo a quarta posição com Loisse Garcia, Vitor Alves Teixeira acredita que está em uma crescente. “Eu estou confiante. O difícil ainda está por vir. No Brasileiro é que nós vamos enfrentar as dificuldades mesmo”, acredita o cavaleiro, que está montando Hipos Climber Yuri Itapua. “É um cavalo que eu estou conhecendo agora. São as primeiras provas que pulo com ele nesta altura, mas sinto que o conjunto está se entendendo melhor. Essa faltinha que ele está cometendo em vertical no final da pista, vai dar para tirar com treino e mais um pouquinho de atenção”, avaliou.

Tentando classificar mais um cavalo para a fase da seletiva composta por treinos na Europa, César Almeida (que já está garantido com Singular Joter), aposta em na possibilidade de indicação por parte da Confederação Brasileira de Hipismo, já que acumula um 14º e uma nona posição.

“O meu cavalo é novo, sem experiência, mas ainda tem o Brasileiro Sênior a ser observado, pois temos duas vagas subjetivas. Ainda tem bastante chão pela frente”, afirmou o campeão pan-americano por equipes, que montou Prosper Gotha Brecoutt, de propriedade de Maurício Manfredi, presidente da Confederação – ele chegou a competir com Shalon Pacino de Joter no primeiro percurso, mas não entrou na pista com o animal neste domingo.

Fonte: Gazeta Esportiva





Máquina para simular Cavalo

28 03 2008

Joba: Simulador equestre

Por essa ninguém esperava, depois das esteiras de academia, das bicicletas, surge agora uma máquina que simula os movimentos do cavalo para fortalecer os músculos e acostumar com os atritos e movimentos dos cavalos.

A máquinha tem 3 velocidades com passo, trote e galope.

O que assusta por enquanto é o preço que é de 1.500 euros.  Parece tecnológico demais para o mundo do cavalo, mas quem sabe no futuro isso não seja uma das formas de condicionamento dos cavaleiros que moram nas grandes cidades e que não têm o privilégio de montar todos os dias?

 

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Como entrar neste mundo tão fascinante, que é o dos cavalos?

26 03 2008

Primeiro de tudo é bom iniciarmos um contato maior com os cavalos, a fase que denominamos “Aprendizado”.  Aqui vale tudo, como começar alugando cavalos aos finais de semana, indo para o sítio do amigo, do tio, do avô e tendo uma iniciação gradual.  

Outra opção é procurar uma escola de equitação ou um centro de treinamento perto de você, onde você possa começar dando os primeiros passos acompanhado de profissionais que entendem do assunto. Eles serão importantes no seu aconselhamento das etapas posteriores. Tente conhecer e ter contato com os mais diferentes tipos de animais para que você possa começar as definir os seus gostos. Seja observador, pergunte, tente ajudar. Você nunca aprenderá, se não colocar a mão na massa: ajude a arreiar o seu cavalo, lavá-lo, descubra o que ele come, quantas vezes por dia, por que ele faz isso, aquilo, resumindo, se interesse pelo assunto. 

Escolhendo um centro de treinamento: Não se deixe levar pela primeira impressão e pela animação de finalmente estar envolvido com cavalos. Avalie o lugar, as condições dos animais, o tratamento, a estrutura do local, a existência ou não de piquetes, pistas de treino, redondel, lugar seco e em bom estado para guardar a sua sela e tralhas, a proximidade da sua casa, o acesso, etc. Aqui o que vale é o bom senso.

O local deve ser limpo, as cocheiras não devem estar sujas com excesso de esterco no chão, barro ou estarem molhadas. Elas são como “camas” e devem ser limpas regularmente, evitando assim problemas futuros nos cascos e outras enfermidades.

Que baia limpa... 

Avalie o cuidado com os animais, se eles são tratados com respeito e carinho que merecem. Ao menor sinal de uso de força ou castigo aos animais, aborte a missão e procure outro local, pois certamente você não está no lugar ideal para aprender. 

Leve em conta a presença de profissionais e professores bons e educados, pois serão eles que o ajudarão no processo de aprendizado e um bom relacionamento é importantíssimo para fazer deste lugar uma opção agradável. Nos centros de treinamento, existem opções mais baratas às cocheiras, que são os pastos e piquetes. Estas opções não são tão charmosas como as anteriores, mas tem a vantagem de o cavalo ficar mais tempo livre e poder se exercitar sozinho.

Caso faça esta opção, verifique, pois os pastos devem ser visualmente bonitos, amplos e com cercas bem feitas. É preferível que não sejam de arame farpado para evitar riscos na pelagem dos animais e também não estragarem as crinas e rabos. 

 

Fiquem atentos a pastos ressecados ou pisoteados em que você tenha a sensação de excesso de animais para aquele local. Vale sempre lembrar que capim é a base da alimentação eqüina (chamado tecnicamente de volumoso) e que deve ser dado ao cavalo em grande quantidade. Nos pastos maiores o capim que eles pastam é suficiente e nos ambientes menores normalmente a suplementação é feita com capim picado ou feno. 

Quando comprar seu próprio cavalo?

Não tenha pressa. Se pudéssemos dar uma dica, ela seria esta. Aproveite esta iniciação para definir quais são os seus reais objetivos com os cavalos e os seus gostos.

  • Qual o uso que pretende fazer?
    Quer um cavalo para passear aos finais de semana ou gosta de uma modalidade eqüestre e quer aprendê-la?
  • Qual o seu conhecimento e habilidades? Já monta? Há quanto tempo?
  • Quanto você pretende investir?
  • Já sabe dos outros gastos que a criação de um cavalo envolve?

 O uso que você pretende fazer, determinará qual raça ou tipo de animal que é o mais indicado para você. Comece com as aulas, ou passeios a cavalo e não se preocupe em logo comprar um cavalo.  

Analise muito bem todas as possibilidades, procure informação em sites de Internet, revistas, e livros, converse com veterinários, pessoas do meio e que estão mais acostumadas com as características deste mercado para você não bater cabeça e poder aproveitar ao máximo este hobby que pode ser tão prazeroso. 

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Pergunte, escreva, exponha as suas dúvidas. Será sempre um prazer ajudar mais um amigo com o mundo do cavalo. E também não somos donos da verdade e sempre que não soubermos iremos procurar as informações com os especialistas, com os amigos do meio, nos livros e em tantos outros lugares que podemos encontrar estas informações. 

No próximo “post” daremos sequência a este texto, aprofundando mais a “Compra do Cavalo”.





Turbante J.O.

21 03 2008

Não poderíamos começar a falar sobre a raça Mangalarga sem falar em quem foi o seu principal expoente.

José Oswaldo Junqueira se dedica há mais de 60 anos à criação, evolução e seleção do Mangalarga. É de sua criação o maior garanhão da história da raça Mangalarga, o lendário

Dadazio com a esposa Ângela, Deise Galhanone e Claudia Junqueira

Turbante J.O., que segundo o criador sempre teve todos os requintes de um grande reprodutor: pedigree, morfologia, funcionalidade e capacidade para imprimir as suas qualidades fundamentais para um cavalo de sela.

Turbante J.O. nasceu em 23 de dezembro de 1969, em São José do Rio Pardo, na Fazenda Santa Amélia; pertence à terceira geração dos animais da linhagem J.O.. Carregando a herança de seus antecedentes, Turbante J.O. nasceu trazendo para seu criador a esperança de que seria um grande garanhão. Segundo ele, esta esperança se confirmou com as primeiras participações de Turbante J.O. nas pistas de julgamento das exposições. Apesar dos bons resultados, sua vida em pistas de julgamento foi curta. Um acidente com o animal fez com que o criador desistisse de levá-lo a esse tipo de competição.
A permanente preocupação de José Oswaldo com o futuro da raça e com a socialização das qualidades do reprodutor para um maior número de criadores fez de Turbante J.O. o maior reprodutor Mangalarga. No serviço de Registro Genealógico da ABCCRM, por exemplo, Turbante J.O. tem, mais de 1.600 filhos registrados, número que faz do garanhão um recordista mundial.
Esse número, é evidente, somente foi possível com os métodos de reprodução artificiais adotados pela Fazenda Santa Amélia e, hoje, muitos criadores possuem descendentes de Turbante J.O.. Descendentes que, inclusive, têm conquistado muitas premiações nas pistas de julgamento das exposições da raça.

Turbante e José Oswaldo Junqueira





Courage. Paixão por Cavalos.

21 03 2008

Pertencemos a um mundo sem fronteiras, onde não somos diferenciados por nacionalidade, religião, cor, classe social ou qualquer outro rótulo. Somos unidos e lutamos pela mesma paixão, os cavalos. Sim, os de corrida, de passeio, os grandes, os pôneis, os campeões, os da lida, qualquer um. Nascemos de uma relação de respeito, de dependência mútua e acima de tudo de amizade.

A Courage nasceu neste mundo e é disso que ela entende. E hoje o que nós mais queremos é que você consiga cada vez mais conciliar a correria do dia-a-dia com o que nós mais gostamos de fazer: cavalgar.

Courage. Paixão por Cavalos.