Comprando um Cavalo de Tambor? Leia Isso!

22 04 2008

Comprar um cavalo de tambor é uma arte. Não tem certo nem errado. Não existem garantias. Gera desilusão. Cria esperança. Motiva o coração. Realiza sonhos!

Uma promessa…
O importante é poder alinhar o orçamento para a compra com três pontos fundamentais:
1) conformação;
2) pedigree;
3) Atitude ou inteligência do animal, ter um coração de atleta!

Mas antes de ir para o mercado e decidir pela compra, este site gostaria de fazer recomendações baseadas em opiniões de vários treinadores e especialistas como Kelly Yates, Latricia Duke, Charmayne James entre outros. Lógico, não existe receita de bolo perfeita nesse caso, mas talvez esses pontos possam ajudar.

Algumas regras básicas antes de iniciar a procura:

1) Nunca compre um cavalo melhor que o cavaleiro;
2) Sempre faça o check-up veterinário – e um investimento fundamental;
3) Nunca compre o cavalo sem ver ele (pode ser foto, vídeo);
4) Tenha clareza de quanto se quer gastar e não se empolgue (principalmente em leiloes)
5) Tenha uma idéia de como um bom cavalo se comporta (atitude) e sempre converse e aprenda com as pessoas mais experientes.

Vamos focar nossa analise em como se comprar um animal, vamos chamá-lo de “promessa”, não provado, ou seja, um potro (1-3 anos).

Quando se compra um animal provado nas provas (cavalo de 1D, 2D ou 3D), ele pode parecer uma girafa e ter a cor de um jumento, se for bom para oque vc deseja, ele será o cavalo certo.

Um cavalo provado não precisa ter pedigree, nem conformação mas vai precisar ter desempenho comprovada, obviamente e ser sao! De qualquer forma, sempre siga as cinco regras básicas mencionadas acima!

A Promessa:

Comprar uma promessa não e uma tarefa fácil. Requer paciência e analise.
Assumindo que as regras acima serão seguidas vamos focar no animal em si:

Sexo?
Qual o melhor sexo para os três tambores? A maioria não tem duvida: o melhor e um animal macho castrado. Éguas são mais complicadas de treinar (cio, atitude) e garanhões são geniosos (territorialistas etc). Veja a matéria do dia 12 de fevereiro neste site para maiores detalhes.

Corrida ou trabalho?

Mas não compre um cavalo de corrida com índice de velocidade maior que 90. Por um motivo básico: 1) ele vai custar muito mais caro! Temos que comprar o “descarte” dos cavalos de corrida. Aqueles que correram ou treinaram, mas que fracassaram ou não atingiram índices importantes. Um cavalo com índice 100 por exemplo e um campeão e custara muito caro. E como comprar um campeão da apartação para colocar no tambor – quase ninguém tem coragem de fazer isso.

Compre um cavalo que treinou ou que correu e teve um índice baixo. Dizem que o ideal e entre 75-90 no Maximo de índice. Os cavalos que treinaram e logo no treino viraram descarte também são boa opção. Sempre assumindo que eles são 100% sãos.

Nunca compre um potro de menos de 2 anos fechado em corrida também. Esses são os mais caros por serem “promessas” para a raia. Um cavalo de corrida que não correu ainda e esta no começo do treinamento e uma promessa de um sonho. Por isso vemos nos leiloes preços elevados para esses potros. O preço alto revela o “prêmio” ou “ágio” pelo sonho de ser ter um futuro câmbio.

E os competidores da corrida sabem disso e pagam por isso. Faz parte do jogo. Agora um cavalo fechado em linhagem de corrida de algum criador não especializado na corrida pode fazer sentido se o preço for certo para você.

A linhagem de corrida cai invariavelmente em dois sangues: Dash For Cash e Easy Jet. Esses dois animais sao os pilares do cavalo de corrida moderno. Procure animais com a maior concentração sanguínea desses dois garanhões.

Linhagens dessas maquinas incluem o First Down Dash (mais famoso) e Streakin Six (Easy Jet).

Aqui no Brasil, você encontra essa linhagem em cavalos Apollo VM, Holland Ease, Signed To Fly, A Streak of Cash entre vários outros. Os mais provados para o tambor, apesar de não serem muitos, são os Apollo VM e Holland Ease. Agora temos no Brasil também o melhor sangue de corrida para tambor dos EUA – Dash Ta Fame.

Existem vários novos garanhões disponíveis que vão ajudar a difundir o nome dessa lenda viva nos três tambores brasileiro. Mas ainda vai demorar um pouco (1-3 anos) para que possamos ver nas pistas o sonho que estes animais vão poder proporcionar!

Conformação:

A conformação e essencial. Vários acreditam que e melhor comprar um cavalo mais bem conformado e pior de pedigree do que o inverso.

Alguns pontos básicos sobre a conformação que parecem ser voz comum:

1) O cavalo precisa ser equilibrado e com bons aprumos. Nada de mãos tortas ou pernas muito retas. Equilibrado quer dizer que a frente e a traseira estão em harmonia. Não se deve comprar um cavalo com a frente muito pesada e sem garupa por exemplo. A linha de pescoço deve ser equilibrada também e suave na sua saída. Nada de pescoço grosso ou curto.

2) Garupa forte e lombo mais curto com cernelha alta e a linha da barriga maior que a linha do lombo. Uma garupa forte e posteriores musculosos sao fundamentais para que o cavalo possa reunir mais facilmente e explodir na saída do tambor.

3) Altura – ideal e um cavalo com altura de cernelha de 1.48-1.55 no Maximo. Isso não quer dizer que um cavalo baixinho (1.45) ou muito alto (1.60) não possa ser um ótimo cavalo de tambor. Mas…

4) Quartela (área entre o casco e o boleto): 10cm no Maximo. Um cavalo com quartela muito grande oferece risco de lesão maior.

5) Cascos: grandes e sempre saudáveis! Casco pequeno não e bom. O cavalo precisa de uma boa base para poder absorver o impacto das corridas. Não existe esse negócio de casco branco ou mais escuro ser melhor. Isso é lenda.

6) Cernelha alta: Prefira um cavalo com a cernelha mais alta que a garupa. Isso ajuda no equilíbrio do animal quando ele esta entrando e principalmente saindo do tambor. Nunca compre um cavalo com a garupa mais alta que a cernelha!

7) Olhos expressivos mas calmos. Olhos que projetam tranqüilidade e inteligência.

Fonte: Matéria retirada do Blog do site da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes (www.lwagricola.com.br), casa de grandes feras dos 3 tambores como Victory Fly VM, Indiana Bull, Fofinha San, entre outros.

 

 

 





Pastagens para eqüinos

22 04 2008

As pastagens por constituírem há milhares de anos o alimento natural dos eqüinos, seu complexo sistema digestivo adaptou-se anatômica e fisiologicamente para sua transformação em fonte de energia, proteína e para suprir suas necessidades de todos os nutrientes.

Com o incremento da estabulação e dos esportes eqüestres, os cavalos começaram a receber uma alimentação muitas vezes incompatível com sua capacidade de digestão e conversão, resultando como conseqüência mais grave a síndrome cólica, além das diarréias, aguamento, anemia etc.

A respeito da fisiologia digestiva, enquanto nos bovinos (ruminantes) a assimilação de toda a energia dos carboidratos fibrosos dos vegetais ocorre no complexo “rúmen”; enquanto a dos eqüinos (não ruminantes) é no intestino grosso (ceco funcional), local de abrigo dos microorganismos, destinados a realizar a digestão desses alimentos volumosos.

Por este motivo, toma-se importante a ingestão da fração fibra, responsável pelo equilíbrio e bom funcionamento do sistema digestivo. Como a forragem é a principal fonte de fibra da alimentação eqüina, associada ao bom valor nutritivo e ao custo mais baixo, não se deve desprezá-la nos mais diversos programas alimentares

A oferta de alimentos de alta qualidade, tanto de forragens quanto de suplementação concentrada, possui seus benefícios comprovados, pois garante crescimento saudável e excelente condição física dos animais. Na avaliação das espécies forrageiras para formação das pastagens para os eqüinos, devemos considerar seu hábito de pastoreio e fisiologia digestiva, que são diferentes dos outros animais herbívoros. O pastoreio dos eqüinos consiste na apreensão dos alimentos pelo lábio superior, usando os dentes para o corte da forragem, auxiliado pelos movimentos da cabeça. Nos bovinos esta apreensão é realizada pela língua que enrola a vegetação prensando-a no palato superior (céu da boca) arrancando-a com um pequeno movimento da cabeça.

Características desejáveis

Com este tipo de pastejo rente ao solo, é importante a escolha adequada de uma espécie forrageira que tenha hábito de crescimento rasteiro. Como por exemplo, as espécies de estoloníferas ou semidecumbentes, no qual o tipo de pastejo causa menor dano ao meristema apical da planta proporcionando um melhor rebrote e persistência das pastagens, uma vez que estão menos expostos, dificultando seu corte.

Forragens com crescimento cespitoso e com o meristema apical mais alto devem receber mais atenção no manejo. Neste caso, não permitir que os animais cortem muito baixo as pastagens, pois com uma desfolhação muito intensa acarretará a remoção do meristema apical, resultando na paralisação de seu crescimento. A rebrota será muito mais lenta, pois ocorrerá a partir de gemas basais ou axilares, prejudicando assim o rendimento e a duração da pastagem.

Outras características desejadas nas forragens são:

1 – Crescimento agressivo (capacidade de crescer e fechar a área rapidamente);
2 – Resistência ao pisoteio;
3 – Alto valor nutritivo;
4 – Baixa exigência em fertilidade do solo;
5 – Boa palatabilidade;
6 – Adaptável às condições climáticas da região.

Escolha da forragem

Por ser um país de proporções continentais, o Brasil possui uma diversidade de clima e fertilidade do solo, responsáveis pelas diferenças na adaptabilidade de uma mesma espécie em diferentes regiões do país.

A composição das forragens varia muito com o estádio vegetativo da planta, com a fertilidade e tipo do solo, regime de chuvas, temperatura, umidade do ar, latitude, altitude, sistema de pastoreio, praguejamento, espécie forrageira, etc.

Com essa ampla variedade de fatores influenciando a composição nutritiva e produção das forragens, pode-se afirmar que não há uma espécie forrageira ideal, e sim dentro das características desejáveis já citadas, ocorra à escolha da espécie mais adaptada a região e ao manejo adotado (adubação, rotação de pastagens, irrigação, taxa de lotação, etc.).

Preparo do solo

Antes do plantio, deve-se tomar providencias para uma melhor germinação tanto das sementes ou das mudas plantadas. A coleta de amostra do solo para análise em laboratório, tem grande importância para a determinação das suas condições de fertilidade e pH. De acordo com os resultados, recomenda-se a correção do pH do solo, de preferência 60 dias antes do plantio, e a adubação adequada para que o solo esteja apto para proporcionar o rápido crescimento e persistência da forrageira cultivada.

É também importante para o sucesso na implantação de uma pastagem fazer a retirada das plantas daninhas perenes antes da floração, para que não reproduzindo, impeça a reinfestação, possibilitando maior controle da qualidade das pastagens.

Forrageiras

Informações sobre as espécies de gramíneas para a formação de pastagens é de grande importância na alimentação eqüina.

Estrela Africana (Cynodon Plectostachyus)

Espécie de crescimento prostrado prefere solos de textura argilo-arenosa. Extremamente resistente ao pisoteio, apresenta valor nutritivo bom e notável capacidade de cobrir terreno. Regra geral não recomendada para fenação, devido ao seu “talo” ser grosso dificultando a perda de água.

 

Coast – Cross (Cynodon Dactylon)

O coast-cross é uma forrageira perene, subtropical, híbrida, desenvolvida na Geórgia, EUA, pelo cruzamento entre espécies de Cynodon (grama-bermuda). É resistente ao frio, tolerando bem geadas. Apresenta bom valor nutritivo (teor protéico: 12 a 13%), alta produção (20 a 30 t/ha/ano de matéria-seca) e alto nível de digestibilidade (60 a 70%). Por apresentar alta relação folha/haste e responder vigorosamente à adubação, constitui-se em excelente opção para fenação. Seu hábito prostrado e estolonífero lhe assegura maior persistência.

Tifton 85 (Cynodon SP)

Gramínea do gênero Cynodon sp, híbrido estéril resultante do cruzamento da TIFTON – 68 com a espécie Bermuda Grass da África do Sul Gramínea perene estolonífera com grande massa folhear, rizomas grossos, que são os caules subterrâneos que mantêm as reservas de carboidratos e nutrientes que proporcionam a sua incrível resistência a secas, geadas, fogos e pastejos baixos. Pode ser plantada tanto em regiões frias, quanto em regiões quentes de clima subtropical e tropical, ou seja, em todo território nacional, em solos arenosos, mistos e argilosos (não alagados), devidamente corrigidos e adubados.

Tifton 68 (Cynodon sp)

O tifton 68 é uma gramínea forrageira tropical obtida a partir de melhoramentos genéticos realizados com o gênero Cynodon nas universidades da Geórgia e da Flórida, nos Estados Unidos. Apresenta as mesmas características o tifton 85 apresentado acima.

Braquiárias

Capins do gênero brachiaria devem ser evitados na formação de pastagens para eqüinos, pois algumas espécies (brachiaria decumbens) são rejeitas pelos animais. Algumas causam fotossenbilização hepatógena principalmente nas partes despigmentadas dos animais (brachiaria humidicola), além de apresentarem alto teor de oxalato, que seqüestra o cálcio tornanndo-o indisponível para o animal.

A doença conhecida como “cara inchada” (hiperparatireoidismo nutricional secundário), é caracterizada por um inchaço bilateral dos ossos da face, e é causada pelo alteração da relação Ca:P. Para tentar restabelecer a quantidade de cálcio no sangue o organismo libera o PTH (hormônio da paratireóide), que mobiliza o cálcio dos ossos para a corrente sanguínea.

O cálcio retirado dos ossos é substituído por um tecido cicatricial fibroso, que provoca aumento de volume dos ossos da face. Embora irreversíveis, essas lesões podem ser controladas quando detectadas.

Outras espécies como o capim kycuiu (pennisetum clandestinum), Setaria anceps cv. Kazungula, Panicum maximum cv. Colonião, Digitaria decumbens cv. Transvala também devem ser evitadas pelo seu alto teor de oxalato.

Matéria retirada da Seção Técnica do site da ABQM (www.abqm.com.br)

Literatura Consultada

http://www.tifton-85.com.br/atifton.htm

MICKENHAGEN, R. Elementos sobre pastagens das gramíneas tifton 68 e tifton 85. Araçatuba : FazendaProgresso, 1994. 27p

Cintra G. A. Hiperparatireoidismo nutricional secundário osteodistrofia fibrosa “ cara inchada”.

Nunes G. S. Problemas com cavalos em pastagens de brachiaria humidicola . Comunicado técnico Embrapa gado de corte, novembro 1990

Barbosa J.D., Oliveira C.M.C., Tokarnia C.H. & Peixoto P.V. Fotossensibilização hepatógena em eqüinos pela ingestão de

Brachiaria humidicola (Gramineae) no Estado do Pará , Pará, 2006

Lewis D. L. Alimentação e cuidados do cavalo, 1ª edição, Editora Rocca, 1995.

Meyer H. Alimentação de cavalos; tradução e revisão Stéfano Hágen – São Paulo livraria varela, 1995.

Autores:

Felipe Pereira dos Santos
Estudante de graduação em Zootecnia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF.
email:pereirazoot@hotmail.com

Humberto Pena Couto
Professor do LZNA da Universidade Estadual do Norte Fluminense –UENF.
e-mail: hpcouto@uenf.br

 





Triste Realidade

14 04 2008

(Post participando da Promoção Escreva e Ganhe)

 

Tenho observado em vários concursos de salto que participo uma triste realidade: cavalos mal trabalhados.


Não quero parecer pretensioso mas, essa é a verdade.


Em que pese a maioria deles seja destinada à escolinha ou para categorias fundamentais, os demais níveis também não fogem dessa constatação. São cavalos desequilibrados, com pescoço invertido, andaduras curtas, coluna arqueada e…faltosos!

 

Tenho visto também alunos excessivamente confiantes montando com pernas bambas, mãos inseguras e dando trancos enormes nas sensíveis bocas dos cavalos. Também não escapa da minha visão o uso de embocaduras cada vez mais pesadas para compensar a falta de postura do cavaleiro para dominar as andaduras do cavalo.


Tudo isso é reflexo da grande demanda que o Hipismo nacional vem sofrendo. Alguns criadores, alunos e professores têm sido pressionado por esta demanda e a consequência disso são cavalos precoces, alunos despreparados disputando provas e professores pulando etapas do ensinamento básico de equitação.


Vamos com calma! A prática do Hipismo requer tempo e paciência para que possamos formar cavaleiros de nível internacional e cavalos que dispontem no mercado europeu.

 

Nélio Carrara Filho

Cavaleiro amador e criador de cavalos

 

 





Promoção “Escreva e Ganhe”

10 04 2008

Você é apaixonado por cavalos e gosta de escrever?

Então a Courage está abrindo espaço para você dar a sua contribuição com uma matéria aqui no BLOG. Os melhores textos virarão “Post” assinados por você.

Além de tudo isso, iremos selecionar e premiar os 3 melhores textos que forem enviados com uma camiseta “Life is Simple” igual à da figura.

O tema é aberto, mas deve seguir alguns parâmetros:

  • Abordar o mundo dos cavalos ou algo relacionado a este mundo
  • Ser relevante e de interesse dos visitantes e usuários do blog
  • Pode ser um texto já publicado em outro site, desde que seja de sua autoria
  • Não tenha teor comercial

Os fatores que levaremos em consideração serão ineditismo, profundidade de informações, presença de referências ou imagens e também adequação ao universo da Courage e dos seus usuários.

Para participar, capriche no texto e envie um e-mail para blog@courage.com.br

Sugestão de temas:

  • Relação Homem x Cavalo
  • Dicas para melhorar a sintonia entre você e o seu cavalo
  • Viagens a cavalo ou romarias
  • Nutrição equina
  • Genética
  • História das raças ou modalidades equestres
  • Dicas da modalidade de competição que você pratique
  • Cuidados básicos de veterinária e higiene que todos podem fazer
  • Qualquer outro tema que você julgue relevante, é livre

Qualquer dúvida, nos mandem e-mails, que teremos prazer em respondê-la.

Um grande abraço e boa sorte
Equipe Courage





Cavalo dado não se olham os dentes?

9 04 2008

Na medicina veterinária, a área odontologia eqüina é considerada ainda nova, porém tem crescido muito. Pois proprietários, treinadores e veterinários estão cada vez mais conscientes dos bons resultados com os tratamentos dentários na saúde e no desempenho atlético dos animais. Pode-se dizer que hoje em muitos lugares já é rotina o exame da cavidade oral eqüinos.

As razões pelas quais há a necessidade do tratamento dentário se dá principalmente pela domesticação e confinamento dos animais, onde os tiramos de seu habitat e modificamos sua rotina, padrões e hábitos alimentares. Além disso, cada vez mais exigimos dos nossos cavalos a performance em busca de resultados, e ainda iniciando-os cada vez mais jovens em treinamentos.

Os sintomas podem ser variados como: distúrbios gastro-intestinais, perda de peso, descarga nasal, aumento de volume da face ou da mandíbula, fístulas faciais, dificuldade na mastigação, acúmulo de alimentos na boca, partículas grandes nas fezes, dor a palpação bucal, hemorragia fraca, halitose (mau hálito), sistorréia (salivação aumentada), observação de feridas nas mucosas da cavidade oral e língua.

 

Na doma e treinamento os sintomas mais observados são: o animal joga a cabeça para o alto, balança a cabeça, morde a embocadura; ou qualquer outra forma de rejeitar a embocadura; o treinador encontra dificuldades para realizar manobras para os lados, observando o animal com problemas considerados de temperamento ou doma, com conseqüente diminuição na performance atlética e perda de condição física.

 

Os problemas mais encontrados são:

1) Pontas (espículos), bicos e ganchos nos dentes: machucam e, às vezes, até laceram as bochechas e língua. Necessitam de nivelamento e arredondamento.

2) Dente de Lobo: ele não tem função de mastigação e causa grande desconforto quando entra em contato com a embocadura. É necessária a extração, principalmente em potros antes do início da doma, para não lhe causar traumas. É importante lembrar que animais já domados e em treinamento muitas vezes têm um desconforto extremo causado por este dente e, mesmo depois da extração, ainda vão apresentar por algum tempo um pouco de reação no trabalho, pois ainda ficam em suas memórias a dor causada pelo choque da embocadura e o “beliscamento” nas bochechas.Isso se dá até que esqueçam o trauma.

3) Problemas de má oclusão, ou seja, no assentamento dos dentes superiores sobre os inferiores, causa o braquignatismo, onde os dentes incisivos superiores se encontram “para frente” dos dentes incisivos inferiores e o prognatismo onde acontece o inverso.
O braquignatismo é um problema freqüente, por isso devemos estar atentos, pois se trata de um problema que tem envolvimento genético. Por conseqüência, é importante frisar a importância que os criadores devem dar a problemas relacionados à dentição, quando selecionam seus animais para a reprodução.

É indicado que se inicie os exames orais nos potros o quanto antes, pois muitas vezes, podemos solucionar os problemas antes de eles serem domados. Há situações que, em animais bem jovens, um simples manejo alimentar soluciona alguns problemas relacionados à má oclusão.

4) Presença de dentes descíduos (dente de leite) ou supranumerários: deve-se fazer a retirada do descíduo que permaneceu sobre o dente permanente.
Os resultados do tratamento vão aparecer muito rápido, os animais vão melhorar a mastigação, a digestão dos alimentos e com isso diminuir risco de problemas gastro-intestinais, como, principalmente, a cólica. Enfim, criando condições para que o animal atinja todo o potencial.
Na doma e treinamento os resultados são incríveis, facilitando muito o trabalho do treinador, onde o animal vai sentir conforto com a embocadura. Com isso, diminuirá o estresse e o trauma, melhorando o aprendizado e obtendo resultados mais rápidos.

Porém, deve-se lembrar que, algumas vezes, animais jovens vão ter alterações no temperamento por dor na troca dental, o que é normal, onde o veterinário (dentista) deve explicar ao treinador sobre o episódio e sugerir que este animal use por algum tempo outro tipo de equipamento como o hackamore, hackamore mecânico, side pull etc. E sugerir, ainda, que esses equipamentos sejam usados em todos os animais que sofreram tratamento por alguns dias.
É interessante que se faça o tratamento dentário duas vezes por ano, pois os dentes dos eqüinos estão crescendo e se desgastando constantemente. Portanto, pode-se concluir que a manutenção da “saúde bucal” dos cavalos irá interferir na performance, no temperamento e na longevidade de nossos animais.

Leonardo Feitosa Marinho, ou simplesmente “Léo” como é conhecido, é daqueles camaradas que vivem cavalo 24 horas por dia. É médico veterinário, dá cursos pelo Senar de doma racional, rédeas, ferrageamento, casqueamento, primeiros socorros, entre outros. Além de tudo isso ainda arruma tempo para dar palestras motivacionais sobre trabalho em equipe, baseado na relação de respeito entre homem e cavalo.

 

Sem dúvidas ele é um dos nossos grandes amigos e estará bastante presente no nosso blog.

 





Dicas de alimentação por Nicole Rombach

6 04 2008

Nesta época do ano a maioria dos cavalos de competição já se encontra em plena atividade e, com o aumento da carga de trabalho, o programa alimentar de cada cavalo deve ser avaliado criteriosamente para garantir que ele esteja recebendo a nutrição correta que lhe forneça energia suficiente para suportar sua carga de exercícios.

Entre os muitos mitos relativos à nutrição eqüina há o que apregoa que um cavalo deve receber mais ração quando trabalha de forma mais dura. Embora isto seja verdade, é importante lembrar que o cavalo, como animal que pasta, deve receber uma quantidade correspondente de fibra através de várias forragens, a fim de equilibrar seu sistema gastrintestinal relativamente delicado. O cavalo deve consumir pelo menos metade do peso de sua alimentação total em fibras, a fim de reduzir o risco de distúrbios como cólica e laminite.

Há uma regra básica, porém efetiva, para calcular a quantidade total de alimento que o cavalo deve receber, junto com um método para determinar a proporção entre ração e fibra ou forragem.

A quantidade máxima diária de alimento que o cavalo deve receber fica entre 2% e 2,5% de seu peso corporal total. O ideal é que esta quantidade gire em torno de 2%: a quantidade maior só deve ser aplicada a cavalos que tenham uma verdadeira dificuldade de manter peso.

Um cavalo de 500kg deve receber uma quantidade total de alimentode 10kg por dia.

A parte interessante de definir um programa alimentar individual começa agora

• Para um cavalo com nível leve de atividade, a proporção entre forragem ou fibra e ração será aproximadamente de 70% a 30%. Este cavalo receberia idealmente 7 kg por dia de alimentos fibrosos e 3 kg de ração.

• Um cavalo com nível médio de atividade (trabalho diário de cerca de 60-90 minutos, sobretudo exercícios aeróbicos com um pouco de condicionamento anaeróbio) receberia uma proporção em torno de 50-50% – 5 kg de ração, 5 kg de fibra. Este é o cálculo alimentar ideal para a maioria dos cavalos de competição. Antes das competições isto pode ser alterado para 6 kg de ração por dia, o que porém deve ser reduzido após a realização do evento atlético.

• Cavalos com nível alto de atividade, como no caso dos de corrida, podem receber até 8 kg de ração por dia; mais do que isto não é recomendável, já que o sistema intestinal do cavalo não é preparado para digerir ração sem a adição de fibras suficientes para assegurar o bom funcionamento gastrintestinal. Fornecer ração sem o concomitante acesso contínuo a fibras pode afetar o movimento peristáltico e causar constipação intestinal.

Diante dos vários tipos de rações industrializadas no mercado, é importante descobrir o conteúdo exato de cada uma. A maioria das misturas prontas contém uma proporção de proteínas, lipídios e carboidratos. Muitas contém ainda minerais e micronutrientes como diferentes vitaminas, cálcio, fósforo, sódio, ferro, magnésio, zinco, potássio e outros.

O conteúdo de proteína deve ser monitorado e pode variar entre 10% e 15%. A energia produzida pela proteína leva a um aumento de temperatura maior do que o gerado por carboidratos ou gorduras, assim elevando o calor corporal, a transpiração e a perda de eletrólitos. Para cavalos mais novos é imperativo manter o conteúdo de proteína o mais baixo possível, pois uma concentração excessiva tem sido ligada a distúrbios como osteocondrose.

Lipídios ou gorduras extras podem ser incluídos na dieta, no caso de haver necessidade de mais energia ou para manter o peso e o condicionamento. Óleo de milho é um aditivo útil.

Cereais como aveia tem alto conteúdo de amido, de forma que sua inclusão na alimentação fornecerá energia extra, já que são absorvidos como glicose simples. Ao usar uma ração industrializada, verifique o conteúdo de carboidratos antes de adicionar mais cereais à dieta.

SUPLEMENTOS ALIMENTARES

Para o cavalo atlético, o equilíbrio dos eletrólitos é extremamente importante. Há muitos suplementos de eletrólitos disponíveis, mas um meio simples e barato de adicionar eletrólitos à alimentação é usar 3 partes de cloreto de sódio (sal) e 1 parte de cloreto de potássio, e oferecer 1-4 colheres de sopa por dia, dependendo do esforço atlético.

No caso de atividade pesada, adicionar vitamina E e selênio evitará afecções do tecido muscular (miopatia).
Administrar um bom suplemento probiótico pode ajudar a performance atlética e é recomendável durante longos períodos de viagem ou para cavalos propensos a cólica ou outros distúrbios gastrintestinais.

DICAS DE ALIMENTAÇÃO

• Divida a alimentação (ração) em 3 ou 4 doses por dia
• O ideal é não administrar fibra e ração juntas: o tempo entre uma e outra deve ser espaçado
• Mantenha fibras disponíveis e em uma base intercalada (feno, capim, alfalfa)
• Deixe as fibras ou gramíneas ao alcance do cavalo no solo: colocar os alimentos em manjedouras altas presas às paredes pode causar problemas de postura e dentários devido ao desgaste irregular das superfícies de mastigação
• Ao viajar por longas distâncias, o cavalo deve ter acesso a forragem durante o percurso
• Administre vermífugos regularmente para evitar problemas gastrintestinais
• Verifique regularmente os dentes do cavalo: o ideal é a cada seis meses, o mínimo é uma vez por ano
• Sempre tenha água fresca por perto
• Reavalie regularmente o programa alimentar
• No dia de folga, ou quando o cavalo vai para férias ou quando ele não pode trabalhar como normal, não esquece de diminuir o ração e aumentar a quantidade de fibras
• Introduza variações na alimentação! A maioria dos cavalos gosta de comer frutas e, embora elas contenham muita água, sua base de matéria seca é comparável à dos grãos.

O artigo foi escrito pela profissional de Quiropraxia, Nicole Rombach; Nicole Rombach -PG AM, APM, MEBW, CBW, MIPTI

President, Equinenergy/Caninenergy Ltd. UK/Brazil
office@equinenergy.com
www.equinenergy.com





Separação (Mangalarga x Mangalarga Marchador)

3 04 2008

A Separação das Raças  

Os eqüinos criados no Sul de Minas, a partir do fim do século XVIII e início do século XIX, tornaram-se conhecidos com a denominação de cavalos Mangalarga.   

Mas a primeira associação de criadores do Mangalarga (Associação dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga) só foi fundada em 1934 no Estado de São Paulo. Muitos criadores mineiros, porém, não concordaram com a descrição do ‘padrão da raça’ nos estatutos da nova Associação. Principalmente, no tocante ao andamento recomendado, a ‘marcha trotada’, pois a preferência dos criadores mineiros era para a ‘marcha picada’. Assim sendo, recusaram-se a se filiar a Associação recém fundada e resolveram organizar a sua própria associação.   

  Logo Mangalarga Marchador
  Marca registrada da ABCCMM.

Por questões legais, os animais criados no Estado de Minas Gerais tiveram que ser qualificados e foi acrescentado ao seu nome original a qualificação “Marchador”. A denominação Mangalarga ficou para os animais registrados na Associação do Estado de São Paulo.   

Assim, em 1949, os criadores mineiros criarem a Associação dos Criadores de Cavalo Marchador da Raça Mangalarga. No decorrer dos anos, a qualificação sofreu alterações até chegar no nome atual: Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador  

Ainda encontramos pessoas que os chamam apenas de Mangalarga Mineiro e Mangalarga Paulista. Ambos, porém, são derivados dos mesmos cavalos do Sul de Minas do século XVIII.   

Diferença entre as Raças

 A diferença entre as raças do Mangalarga Marchador e o Mangalarga começaram a surgir na segunda metade do século XIX quando os primeiros animais foram levados para o Estado de São Paulo e lá tiveram que se adaptar a uma nova topografia de campos cerrados, em vez da topografia acidentada do Sul de Minas. A topografia paulista influenciou não só a rotina de trabalho nas fazendas (lida com o gado) mas também o esporte, nomeadamente a caça do veado.   

Os criadores paulistas começaram a desenvolver animais com uma estatura mais elevada para facilitar a cavalgada através do cerrado e, ao mesmo tempo, animais que respondesse com um arranque fácil e imediato durante a caça.   

Vale ressaltar que em Minas também se buscava um animal voltado para a caça. Porém, em função da topografia da região, o papel do cachorro na caçada era muito mais importante do que a do cavalo. No Estado de São Paulo, entretanto, o cavalo começou a desempenhar uma função tão importante quanto a dos cachorros. Exigia-se dos animais um arranque fácil e imediato, parada brusca, além da transição natural e espontânea da marcha para o galope.   

O trabalho de seleção e aprimoramento funcional volta-se, então, para desenvolver características no Mangalarga que pudessem atender esses requisitos. Cruza-se o Mangalarga com as raças Puro Sangue Inglês, Árabe, Anglo-Árabe e American Saddle Horse  

Essa seleção funcional, no entanto, implicou na modificação da conformação. Conseqüentemente, numa diferenciação cada vez maior do Mangalarga Mineiro, inclusive dando-lhe outra aparência geral.    

Acreditamos que no futuro é muito provável que o Mangalarga Marchador e o Mangalarga terão em comum somente o nome e a origem.   

Mangalarga Marchador – Padrão da Raça  

O Mangalarga Marchador é o que se pode chamar de “cavalo de fazendeiro”, pois sua marcha é bastante confortável e não cansa o cavaleiro, tornando-o ideal para percorrer a fazenda e realizar viagens por caminhos acidentados.  

O Mangalarga Marchador era considerado apenas uma variedade da raça, distinguindo-se particularmente pelo seu andamento característico que denomina “marcha avante, batida ou picada”, tão regular quanto possível, constituindo desclassificação o trote, a marcha trotada e a andadura propriamente dita. O Mangalarga Marchador tem dificuldade em galopar.   

O andamento genuíno do Mangalarga Marchador é acompanhado de outras importantes características:  

Temperamento ativo e dócil Pode ser montado por pessoas de qualquer faixa etária e nível de equitação.
Resistência Grande capacidade para percorrer longas distâncias e enfrentar desafios naturais.
Inteligência Seu adestramento é fácil e rápido em relação a outras raças de sela.
Rusticidade Pode ser criado somente em regime de pasto, diminuindo seu custo de produção e manutenção, facilitando seu manejo. A rusticidade é observada também na facilidade de adaptação a quaisquer terrenos e climas como o tropical, temperado ou frio.

  A seguir, reproduzimos o Padrão da Raça aprovado pela ABCCMM – Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador, em 24 de junho de 1998:

 
PADRÃO DA RAÇA MANGALARGA MARCHADOR
Aparência Geral 1 – Porte médio, ágil, estrutura forte e bem proporcionada, expressão vigorosa e sadia, visualmente leve na aparência, pele fina e lisa, pelos finos, lisos e sedosos, temperamento ativo e dócil.2 – Altura:Para machos a ideal é de 1,52m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,47m e a máxima de 1,57m.Para fêmeas a ideal é de 1,46m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,40m e a máxima de 1,54m.
Cabeça 1 – Forma: triangular, bem delineada, média e harmoniosa, fronte larga e plana;2 – Perfil: retilíneo na fronte e de retilíneo a sub-côncavo no chanfro;3 – Olhos: afastados e expressivos, grandes, salientes, escuros e vivos, pálpebras finas e flexíveis;4 – Orelhas: médias, móveis, paralelas, bem implantadas, dirigidas para cima, de preferência com as pontas ligeiramente voltadas para dentro;5 – Garganta: larga e bem definida;6 – Boca: de abertura média, lábios finos, móveis e firmes;7 – Narinas: grandes, bem abertas e flexíveis;8 – Ganachas: afastadas e descarnadas.

 

ExpressãoeCaracterização O que exprime e caracteriza a raça em sua cabeça, aparência geral e conformação.
Pescoço De forma piramidal, leve em sua aparência geral, proporcional, oblíquo, de musculatura forte, apresentando equilíbrio e flexibilidade, com inserções harmoniosas, sendo a do tronco no terço superior do peito, admitindo-se, nos machos, ligeira convexidade na borda dorsal – como expressão de caráter sexual secundário – crinas ralas, finas e sedosas.
Tronco 1 – Cernelha: bem definida, longa, proporcionando boa direção à borda dorsal do pescoço;2 – Peito : profundo, largo, musculoso e não saliente;3 – Costelas: longas, arqueadas, possibilitando boa amplitude torácica;4 – Dorso: de comprimento médio, reto, musculado, proporcional, harmoniosamente ligado à cernelha e ao lombo;5 – Lombo: curto, reto, proporcional, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa, coberto por forte massa muscular;6 – Ancas: simétricas, proporcionais e bem musculadas;7 – Garupa: longa, proporcional, musculosa, levemente inclinada, com a tuberosidade sacral pouco saliente e de altura não superior à da cernelha;8 – Cauda: de inserção média, bem implantada, sabugo curto, firme, dirigido para baixo, de preferência com a ponta ligeiramente voltada para cima quando o animal se movimenta. Cerdas finas, ralas e sedosas.
Membros Anteriores 1 – Espáduas: longas, largas, oblíquas, musculadas, bem implantadas, apresentando amplitude de movimentos;2 – Braços: longos, musculosos, bem articulados e oblíquos;3 – Antebraços: longos, musculosos, bem articulados, retos e verticais;4 – Joelhos: largos, bem articulados e na mesma vertical do antebraço;5 – Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;6 – Boletos: definidos e bem articulados;7 – Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;8 – Cascos: médios, sólidos, escuros e arredondados.9 – Aprumos: corretos.
Membros Posteriores 1 – Coxas: musculosas e bem inseridas;2 – Pernas: fortes, longas, bem articuladas e aprumadas;3 – Jarretes: descarnados, firmes, bem articulados e aprumados;4 – Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;5 – Boletos: definidos e bem articulados;6 – Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;7 – Cascos: médios, escuros e arredondados;8 – Aprumos: corretos.
Ação 1 – Passo: andamento marchado, simétrico, de baixa velocidade, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por tempo de tríplice apoio.Características ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada; equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais pouco maiores que laterais; suave movimento de báscula com o pescoço; boa flexibilidade de articulações.2 – Galope: andamento saltado, de velocidade média, assimétrico, a três tempos, cuja sequência de apoios se inicia com um posterior, seguido do bípede diagonal colateral (apoio simultâneo) e se completa com o anterior oposto.Características ideais: regular, justo, com boa impulsão, equilibrado, com nítido tempo de suspensão, discreto movimento de báscula com o pescoço, boa flexibilidade de articulações.
Andamento 1 – Marcha: andamento marchado, simétrico, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por momentos de tríplice apoio.Características ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada ou ultrapegada, equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais maiores que laterais, movimento discreto de anteriores, descrevendo semicírculo visto de perfil, boa flexibilidade de articulações.

 Fonte: Haras Gamarra  

Abraço

Equipe Courage





História do Mangalarga

3 04 2008

Depois da matéria sobre o “Turbante J.O” um leitor nos pediu para contarmos um pouco mais da história da criação da raça Mangalarga. Aí vai: 

Origem do Nome 

Há várias versões e até lendas para a denominação ‘Mangalarga’. A mais consistente, segundo pesquisadores, está relacionada com a Fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Estado do Rio de Janeiro.   Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares de Gabriel Francisco Junqueira – o Barão de Alfenas -, fazendeiro do Sul de Minas e deputado na Corte.   

Vez por outra os proprietários da Fazenda Mangalarga iam à Corte com os cavalos sul-mineiros. Quando alguém se interessava pelos animais, eles indicavam as fazendas do Sul de Minas como sendo a origem dos cavalos. Quando os compradores iam ao Sul de Minas, pediam cavalos iguais aos da Fazenda Mangalarga. E com o tempo, esta referência acabou transformando-se em nome.   

Outras versões existem mas, ao que tudo indica, são baseadas em lendas e fantasias.  

Surgimento  

A raça Mangalarga é tipicamente brasileira e surgiu no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.   

A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dóceis e próprios para a montaria.   

Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.   

Quando Portugal foi invadido pelas tropas francesas de Napoleão Bonaparte, inúmeras fazendas de criação de cavalos da raça Alter, inclusive a Coudelaria Alter do Chão, foram saqueadas. Nos anos subseqüentes, os cavalos Alter remanescentes no país foram cruzados com diversas raças, principalmente com a raça Árabe.   Mas quando D. João deixou Portugal, trouxe para o Brasil alguns dos melhores eqüinos da Coudelaria Alter do Chão. Dos animais que vieram para o Brasil antes da invasão francesa e, portanto, puro exemplares da raça Alter, descende o garanhão ‘Sublime’, considerado o marco inicial da raça Mangalarga Marchador.  

A tradição oral nos conta que em 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, teria recebido como presente do Imperador o garanhão Sublime. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas na Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas (a fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira), daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador. As primeiras crias desses cruzamentos foram também chamadas de Sublime  

Quanto às éguas brasileiras utilizadas nos cruzamentos, estas foram originadas dos primeiros animais introduzidos no Brasil pelos colonizadores, sendo a maioria de sangue Berbere e Andaluz.   

Desde o início dos trabalhos de sua seleção, Gabriel Francisco Junqueira levou em consideração o andamento cômodo, a resistência, rusticidade e o brio dos animais de sua criação. Naquela época, como o cavalo era o único meio de transporte, a notícia da existência de cavalos de andamento cômodo na Fazenda Campo Alegre despertou um grande interesse em todo o Sul de Minas e vários criadores adquiriram animais do Barão de Alfenas.   

Alguns pesquisadores, porém, apontam algumas contradições assim como relatos dos descendentes diretos do Barão de Alfenas que não apóiam esta versão. Segundo os mesmos, as datas, tipo de cavalo presenteado, origem do cavalo, etc. não são compatíveis com dados históricos da época. 

(Sugerimos a leitura da seção O Barão de Alfenas, do livro MANGALARGA MARCHADOR – E os outros Cavalos de Sela no Brasil de Rosalbo F. Bortoni, para entender melhor a participação do Barão de Alfenas na origem do Mangalarga Marchador.)  

Responsáveis   

A História do Mangalarga está intimamente ligada à História dos homens que povoaram o Sul de Minas, a partir dos primeiros anos do século XVII. Estes primeiros habitantes da região eram mineradores, atraídos pelas noticias que se espalharam da ocorrência de muito ouro nos rios e ribeiros daquelas terras.  

 
Habitantes de Minas Gerais e seus cavalos.  

Algumas das famílias que se instalaram nesta região tornaram-se ancestrais de várias das mais tradicionais famílias mineiras, como os Junqueiras, os Resendes, os Andrades, os Meirelles, os Reis, os Ferreiras, os Carneiros, para citar apenas algumas.   

Com o passar dos anos, a mineração foi sendo substituída pela agropecuária, com especial atenção para gado leiteiro e eqüinos para o trabalho.   

Houve deslocamento dos que se interessaram pela agropecuária para a região de Baependi, Aiuruoca e São Tomé das Letras, onde já havia alguns moradores. Ali, nas terras mais férteis e nos campos mais vastos e de melhor topografia, os novos habitantes encontraram melhores condições para o que pretendiam, que era desenvolverem-se na agropecuária.   

Foi então que se iniciou a seleção dos cavalos que viriam a ser os Mangalarga.   

O Início do Mangalarga Marchador  

Uma das famílias que se instalou na região das Comarcas de Baependi e Aiuruoca foi a de Helena Maria do Espírito Santo, que se casou com João Francisco Junqueira, o patriarca da família Junqueira.   

Os descendentes de Helena Maria e João Francisco, ao começarem a trocar suas atividades de mineração pela agropecuária, desenvolveram um tipo de cavalo de porte médio, bastante forte, rústico e de boa ossatura. O andamento variava do diagonalizado até o lateralizado puro.   

A seleção inicial se fez principalmente visando o andamento cada vez mais cômodo, trabalho esse que veio resultar na marcha batida ou picada, conforme a localização de cada núcleo. Naqueles mais próximos à região de maior influencia da mineração a preferência era pela marcha picada. Nos mais próximos a Baependi, Aiuruoca, São Tomé das Letras, em que a atividade principal passara a ser a pecuária, havia clara preferência pela marcha batida.   

O essencial, entretanto, era que o cavalo fosse rústico, confortável para o cavalheiro, frugal e esperto.  

Rústico

A infra-estrutura regional era primária. Não havia grandes possibilidades de sobrevivência nem para os humanos. Quem, na circunstancia, poderia preocupar-se com manejo para os cavalos?
Confortável  O cavalo era o meio de transporte da burguesia rural. Era o cavalo que o fazendeiro, sua esposa e a família toda iam vez por outra à cidade (no caso, ainda arraial), tendo a Igreja geralmente como chamamento maior. Havia, pois, que ser um cavalo de andamento pouco áspero, até porque na época era comum as senhoras montarem em cilhão.
Frugal Pela própria vegetação local, pura camparia, e pelo costume arraigado – por necessidade de sobrevivência num meio razoavelmente inóspito e pouco fértil – de não se suplementar a alimentação da tropa.
Esperto No sentido mais amplo desta palavra, incluindo-se o caráter, pois o cavalo tinha que aprender a se defender, pelas razões acima expostas. Nas caçadas, sua esperteza era e continua sendo posta à prova.

  Houve, portanto, uma seleção natural e os animais mais capazes e que atendiam os objetivos dos criadores deram os primeiros passos para o aparecimento das linhagens.  

Início das Linhagens  

As primeiras notícias que se têm sobre seleção e aprimoramento de cavalos são a partir de João Francisco Filho, com maior ênfase para a atuação de José Frausino, seu filho (filho e neto, respectivamente, de Helena Maria Espírito Santo e João Francisco Junqueira), que estabeleceram-se na Fazenda do Favacho. 

Fazenda Campo Alegre 

Propriedade do patriarca da família Junqueira, João Francisco Junqueira. Ali nasceu, em 1782, seu filho Gabriel Francisco Junqueira, depois Barão de Alfenas. Gabriel Francisco se casou com Ignácia Constança de Andrade e tiveram 10 filhos. Entre eles, dois se destacaram na criação de cavalos: Francisco Gabriel de Andrade Junqueira, chamado Chiquinho do Cafundó, de quem descendem os proprietários da Fazenda Tabatinga, e Antônio Gabriel Junqueira, da Fazenda Narciso, onde também se criaram famosos reprodutores da raça.   

A Gabriel Francisco Junqueira, que continuou residindo na Fazenda Campo Alegre, é creditado o mérito de ter criado um tipo peculiar de cavalos, assim como a fixação do andamento marchador desses animais, tudo a partir de cruzamentos feitos de suas éguas com um garanhão que lhe fora presenteada pelo então Imperador do Brasil.   

A tradição oral conta que em 1812, Gabriel Francisco, o Barão de Alfenas, teria sido presenteado pelo Imperador com um reprodutor da raça Alter. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas, daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador.   

Apesar das controvérsias em relação a essa história, não resta a menor dúvida de que ele criava cavalos. E que Gabriel Francisco, juntamente com um sobrinho, José Frausino, se preocupou mais do que os outros com a evolução de suas montarias.  

Fazenda do Favacho 

Em 1828, José Frausino adquiriu para a Fazenda do Favacho um potro, chamado de Fortuna, em alusão ao alto preço pago por ele.   

Fortuna foi o reprodutor que maior influência teve na fixação de um tipo, contribuindo definitivamente para a formação e fixação dos caracteres da raça Mangalarga.   

A influência de Fortuna foi intensa e extensa, já que também nos animais posteriormente selecionados no Estado de São Paulo a descendência desse reprodutor foi de imensa importância.   

Na Fazenda do Favacho foram gerados os Fortunas II e III. De Fortuna III, levado para São Paulo, depois de ter servido na Fazenda do Favacho por alguns anos, descendem os Fortunas IV e V, tendo voltado para a Fazenda do Favacho um descendente deles, o Armistício, que foi pai de Candidato, cavalo de imensa importância no criatório sul-mineiro em geral.   

  Colorado, de grande importância para o Mangalarga Paulista.

Dos Fortunas também descende Colorado, de capital importância no criatório do Mangalarga, também chamado Mangalarga Paulista.   Tanto nos rebanhos de Minas Gerais, como nos de São Paulo, estes também iniciados por membros da família Junqueira, se nos detivermos numa análise genealógica, constataremos que as boas linhagens são quase todas provenientes do Fortuna  

Ainda na Fazenda Favacho, tiveram influência no correr dos anos os reprodutores: Plutão, Canadá, Duque, Calçado, Manco, Trovão, Montenegro, Jambo, Gesso, Albatroz, Fla-Flu, além dos já citados Armistício e Candidato. 

Fazenda Traituba 

Construída em 1831. Seu primeiro proprietário foi João Pedro Junqueira, que foi pai de João Pedro Diniz Junqueira. Uma filha deste casou-se com José Frausino Fortes Junqueira, e a partir daí a criação de cavalos tomou vulto na fazenda.   

Tropa muito semelhante em tipo e aptidões à da Fazenda do Favacho, com ênfase para as qualidades funcionais do cavalo.   

Garanhões que maior influência tiveram na tropa: Pégaso, Canário, Glicério, Armistício, Rádio, Rádio II, Bibelô, Beduíno, Candidato e Sátiro, sendo que este último foi para a Fazenda do Angathy, onde exerceu marcante influência. 

Fazenda Campo Lindo 

Fazenda Campo Lindo, de João Bráulio Fortes Junqueira (n.1837 f. 1901) e Gabriela Vitalina Diniz Junqueira.   

Apaixonado pelo campo e pela pecuária, João Bráulio tornou famosa sua marca ‘JB’. João Bráulio conseguiu formar tropa de grande refinamento e expressão racial, sem se descuidar das qualidades funcionais.   

  Beline, um dos pilares da raça Mangalarga Marchador.

Da Fazenda Campo Lindo era outro reprodutor que exerceu grande influência nas tropas do Sul de Minas. Trata-se de Beline, nascido em 1901. Vejamos alguns exemplos.   

Pégaso, filho de Beline, serviu na Fazenda Traituba, gerando o excelente Rádio, que por sua vez gerou Sátiro, de capital importância na fixação de um tipo na Fazenda do Angathy.   No atual rebanho Herdade domina também a origem de Beline, através de Brasil e Ouro Preto JB, filhos; Londres JB, neto; Beline e Seta Caxias, bisnetos de Beline  

Clemenceau II, neto de Beline, é de uma suma importância no rebanho da Fazenda Tabatinga, já que era avô de Tabatinga Predileto e bisavô de Tabatinga Cossaco  

Na região de São Vicente de Minas, Beline também exerceu marcante influência. Assim é que as Fazendas Engenho de Serra, Pitangueiras, Bela Vista e Porto usaram por vários anos reprodutores ‘JB’, descendentes de Beline: Ouro Preto JB, filho de Beline; Clemenceau II JB, V-8 JF, Panchito JB e Londres JB, netos de Beline, além de Baluarte, filho de Panchito, bisneto, portanto de Beline  

Muito grande foi e é a influência dos animais da Fazenda Campo Lindo nos criatórios atuais, e muitos foram os reprodutores que continuaram na própria Campo Lindo ou influenciando outros criatórios: The Money, Farol, Rio Negro, Clemenceau I e Clemenceau II, Ouro Preto JF, Candidato, V-8, Sargento, Diamante e outros mais.  

Fazenda Narciso 

Criatório já extinto. Entretanto seus animais tiveram e têm marcante influência na raça Mangalarga Marchador.   

Era de propriedade de Antônio Gabriel Junqueira, filho de Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas.   

Quase todas as tropas daquela época foram beneficiadas por reprodutores da Fazenda Narciso, destacando-se entre eles: Abismo, Trovador, Pretinho, Primeiro, Mussolino

Fazenda do Angathy Construída por volta de 1782 por José Garcia Duarte, bisavô de Cristiano dos Reis Meirelles, sob cuja influência tomou vulto na Fazenda do Angathy o criatório de cavalos.   

Reprodutores que influenciaram na formação e continuidade da tropa: Bônus, Mozart, Mineiro, V-8 JF, Miron, este, filho de Sátiro, cavalo vindo da Traituba e de fundamental importância na Fazenda do Angathy, além de Salmon, Veto e Yankee  

Foi da Fazenda do Angathy um dos mais célebres reprodutores da raça, o Caxias I, nascido na Fazenda Luziana, em Leopoldina. Era também da Fazenda do Angathy o garanhão de nome Angathy, registrado sob o número 1 na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador.  

Linhagens de Tradição 

A partir daquelas seis linhagens iniciais, a criação dos cavalos marchadores rapidamente se espalhou pela região sul-mineira, começando a alcançar regiões mais distantes, mas todas elas, inicialmente, no Estado de Minas Gerais. Hoje, porém, já se espalhou por todo o país e por alguns paises no exterior.   

Muitos outros criatórios existiram na região sul-mineira. A criação do Mangalarga se deveu basicamente ao trabalho da família Junqueira. Mas sua consolidação se fez com o trabalho de grande número de pessoas. É provável que essas pessoas talvez nem estivessem imbuídas da importância que viriam a ter os animais que criavam. Eram fazendeiros que precisavam de cavalos para o trabalho. Gostavam daqueles animais que ofereciam conforto ao cavaleiro, e os criavam. Cada qual colaborou com uma pequena parcela para a fixação dos caracteres raciais e para maior divulgação da raça. 

Fonte: Haras Gamarra 

No próximo texto, abordaremos as questões que fizeram a raça se dividir entre Mangalarga e Mangalarga Marchador. 

Abraço

Equipe Courage





Cavalos – Arte em Pastel

2 04 2008

Cavalo em Pastel

Para quem gosta de arte, esta artista baseou grande parte da sua obra no tema cavalos.

São quadros feitos a pastel, realmente lindos. Vale a visita http://www.suzanastojanovic.com/pastels.htm

Cavalo Baio

Abraço

Equipe Courage





Blog com pedigree “Quarto de Milha”

1 04 2008

Olá amantes do Quarto de Milha,

Para quem gosta de pedigree e de saber mais sobre as origens e os animais que contribuíram para a fundação do “Quarto de Milha” atual, o blog do nosso amigo Vicente é parada obrigatória e tem leitura de muita profundidade e qualidade.

Fica a dica:

http://quartosdemilhafamosos.blogspot.com/

Poco Bueno

Na foto, Poco Bueno mostra todo o seu charme.

Abraço

Equipe Courage