Triste Realidade

14 04 2008

(Post participando da Promoção Escreva e Ganhe)

 

Tenho observado em vários concursos de salto que participo uma triste realidade: cavalos mal trabalhados.


Não quero parecer pretensioso mas, essa é a verdade.


Em que pese a maioria deles seja destinada à escolinha ou para categorias fundamentais, os demais níveis também não fogem dessa constatação. São cavalos desequilibrados, com pescoço invertido, andaduras curtas, coluna arqueada e…faltosos!

 

Tenho visto também alunos excessivamente confiantes montando com pernas bambas, mãos inseguras e dando trancos enormes nas sensíveis bocas dos cavalos. Também não escapa da minha visão o uso de embocaduras cada vez mais pesadas para compensar a falta de postura do cavaleiro para dominar as andaduras do cavalo.


Tudo isso é reflexo da grande demanda que o Hipismo nacional vem sofrendo. Alguns criadores, alunos e professores têm sido pressionado por esta demanda e a consequência disso são cavalos precoces, alunos despreparados disputando provas e professores pulando etapas do ensinamento básico de equitação.


Vamos com calma! A prática do Hipismo requer tempo e paciência para que possamos formar cavaleiros de nível internacional e cavalos que dispontem no mercado europeu.

 

Nélio Carrara Filho

Cavaleiro amador e criador de cavalos

 

 





Olimpíadas – Seletiva para Hipismo

31 03 2008

Favoritos perdem desempenho, mas demonstram confiança
Carolina Canossa

São Paulo (SP) - Vencedora da segunda das cinco provas que valem pela fase nacional da seletiva olímpica brasileira, Camila Mazza de Benedicto foi uma exceção neste domingo. Dos três conjuntos que zeraram a primeira disputa, na sexta-feira, ela foi a única a continuar no mesmo nível nesta etapa da disputa, apesar da falta cometida durante sua apresentação.Melhor classificado na prova de estréia, também disputada na Sociedade Hípica Paulista, José Roberto Reynoso ficou apenas com a oitava colocação montando Sanol Dog Protécnica Long Neck HV: um dos quatro a não ultrapassar o limite de 93 segundos (fez 85s93), ele perdeu oito pontos, caindo para a terceira posição na corrida por Pequim-2008.

“O primeira falta foi uma infelicidade muito grande. Trata-se de um obstáculo que se eu passar 20 vezes por ele, não vou derrubar. O outro problema foi em uma parte do percurso que deu muita dificuldade para os competidores”, analisou o atleta, que ficou apenas com a oitava colocação neste domingo.

Apesar do dia ruim, ele assegura não estar decepcionado com o resultado. “O meu cavalo saltou muito bem e eu não tenho nenhuma queixa dele. Continuo dizendo que é um animal muito bom para saltar provas de 1,5m e fez o que estava dentro do esperado”, completou.

Com o “azar” de Reynoso, a segunda posição na seletiva olímpica brasileira foi para Bartholomeu Bueno de Miranda Neto, que também ficou longe de uma inesquecível performance. Quinto colocado no segundo percurso (seis pontos em 99s20), ele explicou os problemas que enfrentou nesta tarde.

“Hoje a prova estava mais difícil que no primeiro dia, pois o percurso era um pouco mais técnico. Meu cavalo vinha saltando muito bem, mas depois do obstáculo do rio, ele embraveceu um pouquinho. E foi justamente na parte do obstáculo triplo, a maior dificuldade da prova. Como o cavalo me atrapalhou um pouco na curva, eu não consegui ser muito preciso para chegar lá”, justificou o cavaleiro.

Miranda, entretanto, está otimista para a disputa dos quatro percursos que serão disputados no Rio de Janeiro entre os dias 16 a 20 de abril no Complexo de Deodoro, durante o Campeonato Brasileiro. “Estou dentro das expectativas. Poucos conseguiram resultado melhor que eu, então para mim isso é o suficiente”, garantiu Bartholomeu. “Meu cavalo está em excelente forma e tudo andou dentro do programado. Foi o primeiro concurso deste nível dele neste ano e creio acho que ele vai chegar no auge mesmo quando precisar”, emendou.

Dividindo a quarta posição com Loisse Garcia, Vitor Alves Teixeira acredita que está em uma crescente. “Eu estou confiante. O difícil ainda está por vir. No Brasileiro é que nós vamos enfrentar as dificuldades mesmo”, acredita o cavaleiro, que está montando Hipos Climber Yuri Itapua. “É um cavalo que eu estou conhecendo agora. São as primeiras provas que pulo com ele nesta altura, mas sinto que o conjunto está se entendendo melhor. Essa faltinha que ele está cometendo em vertical no final da pista, vai dar para tirar com treino e mais um pouquinho de atenção”, avaliou.

Tentando classificar mais um cavalo para a fase da seletiva composta por treinos na Europa, César Almeida (que já está garantido com Singular Joter), aposta em na possibilidade de indicação por parte da Confederação Brasileira de Hipismo, já que acumula um 14º e uma nona posição.

“O meu cavalo é novo, sem experiência, mas ainda tem o Brasileiro Sênior a ser observado, pois temos duas vagas subjetivas. Ainda tem bastante chão pela frente”, afirmou o campeão pan-americano por equipes, que montou Prosper Gotha Brecoutt, de propriedade de Maurício Manfredi, presidente da Confederação – ele chegou a competir com Shalon Pacino de Joter no primeiro percurso, mas não entrou na pista com o animal neste domingo.

Fonte: Gazeta Esportiva








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