Brasileiros campeões do NRHA Derby

3 07 2008

A dupla brasileira formada por Whiz Shady Ma e Gabriel B Diano foi campeã de uma das principais competições mundiais de Rédeas, o NRHA Derby Open Limited.

O animal é filho de Gizmo Whiz em Miss shady pepsan por Sanjay, de propriedade de Roberto Ribas.

A dupla fechou o circuito com 219.5 pontos e trouxe para casa US$ 2,387

Sem dúvidas é uma grande vitória para toda a indústria do cavalos nacional. O blog parabeniza a dupla pela conquista.

Caso queiram ver a matéria na íntegra, acessem o site http://www.robinglenn.com/Results.asp?id=105840

Abraço

Equipe Courage





RAIVA EM EQÜINOS

11 05 2008

(Post participando da Promoção Escreva e Ganhe)
 

A Raiva é causada por um vírus do gênero Lyssavirus  e é uma das viroses mais importantes para a  pecuária e para a saúde pública do Brasil. Esta distribuída em quase todo o mundo, tanto em animais domésticos quanto silvestres, que ficam como reservatórios do vírus por longos períodos. É transmitida aos cavalos através e principalmente por  morcegos hematófagos ( mais comum é o Desmodus  rotundus)  ; outras formas seriam através de mordidas de cães e raposas .

 

No Brasil a Raiva tem sido pouco estudada em equinos. Em São Paulo de 1980-1994 foram diagnosticados 111 casos de raiva em equinos e 12 casos no Rio Grande do Sul.

 

Doença incurável e com mortalidade em 100% dos casos  é prevenível com vacinação específica ( primovacinação e reforços);  em infecções espontâneas tem incubação de 30-60 dias e após doente o animal pode viver entre 2-8 dias .

 

Entre cavalos qualquer sexo ou idade pode ser acometido e as  manifestações  clinicas são muito varíaveis incluindo tanto a forma paralítica quanto a forma furiosa da doença. Os sinais clínicos estão relacionados com a parte do Sistema Nervoso Central que foi atingida( nos equinos normalmente várias partes são acometidas).

 

Se o Cérebro foi atingido os sinais são: agressividade, andar em círculo, apatia, cegueira, mudanças de atitude, pressão da cabeça contra objetos, ranger de dentes, sonolência e movimentos involuntários.

 

No Tronco Encefálico ; andar descontrolado, dificuldade de apreensão e mastigação, queda do lábio, globo ocular retraído, língua sem movimentos. No Cerebelo leva  a perda de equilibrio.

 

Atingindo a Medula espinhal: deita-se de lado( decúbito lateral) ou de frente ( decúbito esternal), paralisia dos membros da frente e de trás  .

 

Como diagnostico diferencial de outra doenças devemos lembrar das infecções por Crotalaria retusa e a Mielite Eqüina( doença viral).

 

O diagnóstico da doença é feita pelo exame clínico e confirmado através do método laboratorial chamado  Imunofluorescência direta , a partir de tecidos de orgãos do animal que são  refrigerados ou congelados ( método mais rápido e confiável) ou através de inoculação intracerebral em camundongos. Ambos métodos as vezes podem dar negativo em casos de Raiva por isso é  necessário retirar-se várias amostras de diferentes regiões do Sistema Nervoso Central do animal  morto.

 

O fundamental a ser lembrado é a importância da vacinação de todos os animais e em casos de surtos o controle com a vacinação nos outros animais.

 

 
João Batista P. Neto





Comprando um Cavalo de Tambor? Leia Isso!

22 04 2008

Comprar um cavalo de tambor é uma arte. Não tem certo nem errado. Não existem garantias. Gera desilusão. Cria esperança. Motiva o coração. Realiza sonhos!

Uma promessa…
O importante é poder alinhar o orçamento para a compra com três pontos fundamentais:
1) conformação;
2) pedigree;
3) Atitude ou inteligência do animal, ter um coração de atleta!

Mas antes de ir para o mercado e decidir pela compra, este site gostaria de fazer recomendações baseadas em opiniões de vários treinadores e especialistas como Kelly Yates, Latricia Duke, Charmayne James entre outros. Lógico, não existe receita de bolo perfeita nesse caso, mas talvez esses pontos possam ajudar.

Algumas regras básicas antes de iniciar a procura:

1) Nunca compre um cavalo melhor que o cavaleiro;
2) Sempre faça o check-up veterinário – e um investimento fundamental;
3) Nunca compre o cavalo sem ver ele (pode ser foto, vídeo);
4) Tenha clareza de quanto se quer gastar e não se empolgue (principalmente em leiloes)
5) Tenha uma idéia de como um bom cavalo se comporta (atitude) e sempre converse e aprenda com as pessoas mais experientes.

Vamos focar nossa analise em como se comprar um animal, vamos chamá-lo de “promessa”, não provado, ou seja, um potro (1-3 anos).

Quando se compra um animal provado nas provas (cavalo de 1D, 2D ou 3D), ele pode parecer uma girafa e ter a cor de um jumento, se for bom para oque vc deseja, ele será o cavalo certo.

Um cavalo provado não precisa ter pedigree, nem conformação mas vai precisar ter desempenho comprovada, obviamente e ser sao! De qualquer forma, sempre siga as cinco regras básicas mencionadas acima!

A Promessa:

Comprar uma promessa não e uma tarefa fácil. Requer paciência e analise.
Assumindo que as regras acima serão seguidas vamos focar no animal em si:

Sexo?
Qual o melhor sexo para os três tambores? A maioria não tem duvida: o melhor e um animal macho castrado. Éguas são mais complicadas de treinar (cio, atitude) e garanhões são geniosos (territorialistas etc). Veja a matéria do dia 12 de fevereiro neste site para maiores detalhes.

Corrida ou trabalho?

Mas não compre um cavalo de corrida com índice de velocidade maior que 90. Por um motivo básico: 1) ele vai custar muito mais caro! Temos que comprar o “descarte” dos cavalos de corrida. Aqueles que correram ou treinaram, mas que fracassaram ou não atingiram índices importantes. Um cavalo com índice 100 por exemplo e um campeão e custara muito caro. E como comprar um campeão da apartação para colocar no tambor – quase ninguém tem coragem de fazer isso.

Compre um cavalo que treinou ou que correu e teve um índice baixo. Dizem que o ideal e entre 75-90 no Maximo de índice. Os cavalos que treinaram e logo no treino viraram descarte também são boa opção. Sempre assumindo que eles são 100% sãos.

Nunca compre um potro de menos de 2 anos fechado em corrida também. Esses são os mais caros por serem “promessas” para a raia. Um cavalo de corrida que não correu ainda e esta no começo do treinamento e uma promessa de um sonho. Por isso vemos nos leiloes preços elevados para esses potros. O preço alto revela o “prêmio” ou “ágio” pelo sonho de ser ter um futuro câmbio.

E os competidores da corrida sabem disso e pagam por isso. Faz parte do jogo. Agora um cavalo fechado em linhagem de corrida de algum criador não especializado na corrida pode fazer sentido se o preço for certo para você.

A linhagem de corrida cai invariavelmente em dois sangues: Dash For Cash e Easy Jet. Esses dois animais sao os pilares do cavalo de corrida moderno. Procure animais com a maior concentração sanguínea desses dois garanhões.

Linhagens dessas maquinas incluem o First Down Dash (mais famoso) e Streakin Six (Easy Jet).

Aqui no Brasil, você encontra essa linhagem em cavalos Apollo VM, Holland Ease, Signed To Fly, A Streak of Cash entre vários outros. Os mais provados para o tambor, apesar de não serem muitos, são os Apollo VM e Holland Ease. Agora temos no Brasil também o melhor sangue de corrida para tambor dos EUA – Dash Ta Fame.

Existem vários novos garanhões disponíveis que vão ajudar a difundir o nome dessa lenda viva nos três tambores brasileiro. Mas ainda vai demorar um pouco (1-3 anos) para que possamos ver nas pistas o sonho que estes animais vão poder proporcionar!

Conformação:

A conformação e essencial. Vários acreditam que e melhor comprar um cavalo mais bem conformado e pior de pedigree do que o inverso.

Alguns pontos básicos sobre a conformação que parecem ser voz comum:

1) O cavalo precisa ser equilibrado e com bons aprumos. Nada de mãos tortas ou pernas muito retas. Equilibrado quer dizer que a frente e a traseira estão em harmonia. Não se deve comprar um cavalo com a frente muito pesada e sem garupa por exemplo. A linha de pescoço deve ser equilibrada também e suave na sua saída. Nada de pescoço grosso ou curto.

2) Garupa forte e lombo mais curto com cernelha alta e a linha da barriga maior que a linha do lombo. Uma garupa forte e posteriores musculosos sao fundamentais para que o cavalo possa reunir mais facilmente e explodir na saída do tambor.

3) Altura – ideal e um cavalo com altura de cernelha de 1.48-1.55 no Maximo. Isso não quer dizer que um cavalo baixinho (1.45) ou muito alto (1.60) não possa ser um ótimo cavalo de tambor. Mas…

4) Quartela (área entre o casco e o boleto): 10cm no Maximo. Um cavalo com quartela muito grande oferece risco de lesão maior.

5) Cascos: grandes e sempre saudáveis! Casco pequeno não e bom. O cavalo precisa de uma boa base para poder absorver o impacto das corridas. Não existe esse negócio de casco branco ou mais escuro ser melhor. Isso é lenda.

6) Cernelha alta: Prefira um cavalo com a cernelha mais alta que a garupa. Isso ajuda no equilíbrio do animal quando ele esta entrando e principalmente saindo do tambor. Nunca compre um cavalo com a garupa mais alta que a cernelha!

7) Olhos expressivos mas calmos. Olhos que projetam tranqüilidade e inteligência.

Fonte: Matéria retirada do Blog do site da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes (www.lwagricola.com.br), casa de grandes feras dos 3 tambores como Victory Fly VM, Indiana Bull, Fofinha San, entre outros.

 

 

 





Pastagens para eqüinos

22 04 2008

As pastagens por constituírem há milhares de anos o alimento natural dos eqüinos, seu complexo sistema digestivo adaptou-se anatômica e fisiologicamente para sua transformação em fonte de energia, proteína e para suprir suas necessidades de todos os nutrientes.

Com o incremento da estabulação e dos esportes eqüestres, os cavalos começaram a receber uma alimentação muitas vezes incompatível com sua capacidade de digestão e conversão, resultando como conseqüência mais grave a síndrome cólica, além das diarréias, aguamento, anemia etc.

A respeito da fisiologia digestiva, enquanto nos bovinos (ruminantes) a assimilação de toda a energia dos carboidratos fibrosos dos vegetais ocorre no complexo “rúmen”; enquanto a dos eqüinos (não ruminantes) é no intestino grosso (ceco funcional), local de abrigo dos microorganismos, destinados a realizar a digestão desses alimentos volumosos.

Por este motivo, toma-se importante a ingestão da fração fibra, responsável pelo equilíbrio e bom funcionamento do sistema digestivo. Como a forragem é a principal fonte de fibra da alimentação eqüina, associada ao bom valor nutritivo e ao custo mais baixo, não se deve desprezá-la nos mais diversos programas alimentares

A oferta de alimentos de alta qualidade, tanto de forragens quanto de suplementação concentrada, possui seus benefícios comprovados, pois garante crescimento saudável e excelente condição física dos animais. Na avaliação das espécies forrageiras para formação das pastagens para os eqüinos, devemos considerar seu hábito de pastoreio e fisiologia digestiva, que são diferentes dos outros animais herbívoros. O pastoreio dos eqüinos consiste na apreensão dos alimentos pelo lábio superior, usando os dentes para o corte da forragem, auxiliado pelos movimentos da cabeça. Nos bovinos esta apreensão é realizada pela língua que enrola a vegetação prensando-a no palato superior (céu da boca) arrancando-a com um pequeno movimento da cabeça.

Características desejáveis

Com este tipo de pastejo rente ao solo, é importante a escolha adequada de uma espécie forrageira que tenha hábito de crescimento rasteiro. Como por exemplo, as espécies de estoloníferas ou semidecumbentes, no qual o tipo de pastejo causa menor dano ao meristema apical da planta proporcionando um melhor rebrote e persistência das pastagens, uma vez que estão menos expostos, dificultando seu corte.

Forragens com crescimento cespitoso e com o meristema apical mais alto devem receber mais atenção no manejo. Neste caso, não permitir que os animais cortem muito baixo as pastagens, pois com uma desfolhação muito intensa acarretará a remoção do meristema apical, resultando na paralisação de seu crescimento. A rebrota será muito mais lenta, pois ocorrerá a partir de gemas basais ou axilares, prejudicando assim o rendimento e a duração da pastagem.

Outras características desejadas nas forragens são:

1 – Crescimento agressivo (capacidade de crescer e fechar a área rapidamente);
2 – Resistência ao pisoteio;
3 – Alto valor nutritivo;
4 – Baixa exigência em fertilidade do solo;
5 – Boa palatabilidade;
6 – Adaptável às condições climáticas da região.

Escolha da forragem

Por ser um país de proporções continentais, o Brasil possui uma diversidade de clima e fertilidade do solo, responsáveis pelas diferenças na adaptabilidade de uma mesma espécie em diferentes regiões do país.

A composição das forragens varia muito com o estádio vegetativo da planta, com a fertilidade e tipo do solo, regime de chuvas, temperatura, umidade do ar, latitude, altitude, sistema de pastoreio, praguejamento, espécie forrageira, etc.

Com essa ampla variedade de fatores influenciando a composição nutritiva e produção das forragens, pode-se afirmar que não há uma espécie forrageira ideal, e sim dentro das características desejáveis já citadas, ocorra à escolha da espécie mais adaptada a região e ao manejo adotado (adubação, rotação de pastagens, irrigação, taxa de lotação, etc.).

Preparo do solo

Antes do plantio, deve-se tomar providencias para uma melhor germinação tanto das sementes ou das mudas plantadas. A coleta de amostra do solo para análise em laboratório, tem grande importância para a determinação das suas condições de fertilidade e pH. De acordo com os resultados, recomenda-se a correção do pH do solo, de preferência 60 dias antes do plantio, e a adubação adequada para que o solo esteja apto para proporcionar o rápido crescimento e persistência da forrageira cultivada.

É também importante para o sucesso na implantação de uma pastagem fazer a retirada das plantas daninhas perenes antes da floração, para que não reproduzindo, impeça a reinfestação, possibilitando maior controle da qualidade das pastagens.

Forrageiras

Informações sobre as espécies de gramíneas para a formação de pastagens é de grande importância na alimentação eqüina.

Estrela Africana (Cynodon Plectostachyus)

Espécie de crescimento prostrado prefere solos de textura argilo-arenosa. Extremamente resistente ao pisoteio, apresenta valor nutritivo bom e notável capacidade de cobrir terreno. Regra geral não recomendada para fenação, devido ao seu “talo” ser grosso dificultando a perda de água.

 

Coast – Cross (Cynodon Dactylon)

O coast-cross é uma forrageira perene, subtropical, híbrida, desenvolvida na Geórgia, EUA, pelo cruzamento entre espécies de Cynodon (grama-bermuda). É resistente ao frio, tolerando bem geadas. Apresenta bom valor nutritivo (teor protéico: 12 a 13%), alta produção (20 a 30 t/ha/ano de matéria-seca) e alto nível de digestibilidade (60 a 70%). Por apresentar alta relação folha/haste e responder vigorosamente à adubação, constitui-se em excelente opção para fenação. Seu hábito prostrado e estolonífero lhe assegura maior persistência.

Tifton 85 (Cynodon SP)

Gramínea do gênero Cynodon sp, híbrido estéril resultante do cruzamento da TIFTON – 68 com a espécie Bermuda Grass da África do Sul Gramínea perene estolonífera com grande massa folhear, rizomas grossos, que são os caules subterrâneos que mantêm as reservas de carboidratos e nutrientes que proporcionam a sua incrível resistência a secas, geadas, fogos e pastejos baixos. Pode ser plantada tanto em regiões frias, quanto em regiões quentes de clima subtropical e tropical, ou seja, em todo território nacional, em solos arenosos, mistos e argilosos (não alagados), devidamente corrigidos e adubados.

Tifton 68 (Cynodon sp)

O tifton 68 é uma gramínea forrageira tropical obtida a partir de melhoramentos genéticos realizados com o gênero Cynodon nas universidades da Geórgia e da Flórida, nos Estados Unidos. Apresenta as mesmas características o tifton 85 apresentado acima.

Braquiárias

Capins do gênero brachiaria devem ser evitados na formação de pastagens para eqüinos, pois algumas espécies (brachiaria decumbens) são rejeitas pelos animais. Algumas causam fotossenbilização hepatógena principalmente nas partes despigmentadas dos animais (brachiaria humidicola), além de apresentarem alto teor de oxalato, que seqüestra o cálcio tornanndo-o indisponível para o animal.

A doença conhecida como “cara inchada” (hiperparatireoidismo nutricional secundário), é caracterizada por um inchaço bilateral dos ossos da face, e é causada pelo alteração da relação Ca:P. Para tentar restabelecer a quantidade de cálcio no sangue o organismo libera o PTH (hormônio da paratireóide), que mobiliza o cálcio dos ossos para a corrente sanguínea.

O cálcio retirado dos ossos é substituído por um tecido cicatricial fibroso, que provoca aumento de volume dos ossos da face. Embora irreversíveis, essas lesões podem ser controladas quando detectadas.

Outras espécies como o capim kycuiu (pennisetum clandestinum), Setaria anceps cv. Kazungula, Panicum maximum cv. Colonião, Digitaria decumbens cv. Transvala também devem ser evitadas pelo seu alto teor de oxalato.

Matéria retirada da Seção Técnica do site da ABQM (www.abqm.com.br)

Literatura Consultada

http://www.tifton-85.com.br/atifton.htm

MICKENHAGEN, R. Elementos sobre pastagens das gramíneas tifton 68 e tifton 85. Araçatuba : FazendaProgresso, 1994. 27p

Cintra G. A. Hiperparatireoidismo nutricional secundário osteodistrofia fibrosa “ cara inchada”.

Nunes G. S. Problemas com cavalos em pastagens de brachiaria humidicola . Comunicado técnico Embrapa gado de corte, novembro 1990

Barbosa J.D., Oliveira C.M.C., Tokarnia C.H. & Peixoto P.V. Fotossensibilização hepatógena em eqüinos pela ingestão de

Brachiaria humidicola (Gramineae) no Estado do Pará , Pará, 2006

Lewis D. L. Alimentação e cuidados do cavalo, 1ª edição, Editora Rocca, 1995.

Meyer H. Alimentação de cavalos; tradução e revisão Stéfano Hágen – São Paulo livraria varela, 1995.

Autores:

Felipe Pereira dos Santos
Estudante de graduação em Zootecnia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF.
email:pereirazoot@hotmail.com

Humberto Pena Couto
Professor do LZNA da Universidade Estadual do Norte Fluminense –UENF.
e-mail: hpcouto@uenf.br

 





Triste Realidade

14 04 2008

(Post participando da Promoção Escreva e Ganhe)

 

Tenho observado em vários concursos de salto que participo uma triste realidade: cavalos mal trabalhados.


Não quero parecer pretensioso mas, essa é a verdade.


Em que pese a maioria deles seja destinada à escolinha ou para categorias fundamentais, os demais níveis também não fogem dessa constatação. São cavalos desequilibrados, com pescoço invertido, andaduras curtas, coluna arqueada e…faltosos!

 

Tenho visto também alunos excessivamente confiantes montando com pernas bambas, mãos inseguras e dando trancos enormes nas sensíveis bocas dos cavalos. Também não escapa da minha visão o uso de embocaduras cada vez mais pesadas para compensar a falta de postura do cavaleiro para dominar as andaduras do cavalo.


Tudo isso é reflexo da grande demanda que o Hipismo nacional vem sofrendo. Alguns criadores, alunos e professores têm sido pressionado por esta demanda e a consequência disso são cavalos precoces, alunos despreparados disputando provas e professores pulando etapas do ensinamento básico de equitação.


Vamos com calma! A prática do Hipismo requer tempo e paciência para que possamos formar cavaleiros de nível internacional e cavalos que dispontem no mercado europeu.

 

Nélio Carrara Filho

Cavaleiro amador e criador de cavalos

 

 





Promoção “Escreva e Ganhe”

10 04 2008

Você é apaixonado por cavalos e gosta de escrever?

Então a Courage está abrindo espaço para você dar a sua contribuição com uma matéria aqui no BLOG. Os melhores textos virarão “Post” assinados por você.

Além de tudo isso, iremos selecionar e premiar os 3 melhores textos que forem enviados com uma camiseta “Life is Simple” igual à da figura.

O tema é aberto, mas deve seguir alguns parâmetros:

  • Abordar o mundo dos cavalos ou algo relacionado a este mundo
  • Ser relevante e de interesse dos visitantes e usuários do blog
  • Pode ser um texto já publicado em outro site, desde que seja de sua autoria
  • Não tenha teor comercial

Os fatores que levaremos em consideração serão ineditismo, profundidade de informações, presença de referências ou imagens e também adequação ao universo da Courage e dos seus usuários.

Para participar, capriche no texto e envie um e-mail para blog@courage.com.br

Sugestão de temas:

  • Relação Homem x Cavalo
  • Dicas para melhorar a sintonia entre você e o seu cavalo
  • Viagens a cavalo ou romarias
  • Nutrição equina
  • Genética
  • História das raças ou modalidades equestres
  • Dicas da modalidade de competição que você pratique
  • Cuidados básicos de veterinária e higiene que todos podem fazer
  • Qualquer outro tema que você julgue relevante, é livre

Qualquer dúvida, nos mandem e-mails, que teremos prazer em respondê-la.

Um grande abraço e boa sorte
Equipe Courage





Cavalo dado não se olham os dentes?

9 04 2008

Na medicina veterinária, a área odontologia eqüina é considerada ainda nova, porém tem crescido muito. Pois proprietários, treinadores e veterinários estão cada vez mais conscientes dos bons resultados com os tratamentos dentários na saúde e no desempenho atlético dos animais. Pode-se dizer que hoje em muitos lugares já é rotina o exame da cavidade oral eqüinos.

As razões pelas quais há a necessidade do tratamento dentário se dá principalmente pela domesticação e confinamento dos animais, onde os tiramos de seu habitat e modificamos sua rotina, padrões e hábitos alimentares. Além disso, cada vez mais exigimos dos nossos cavalos a performance em busca de resultados, e ainda iniciando-os cada vez mais jovens em treinamentos.

Os sintomas podem ser variados como: distúrbios gastro-intestinais, perda de peso, descarga nasal, aumento de volume da face ou da mandíbula, fístulas faciais, dificuldade na mastigação, acúmulo de alimentos na boca, partículas grandes nas fezes, dor a palpação bucal, hemorragia fraca, halitose (mau hálito), sistorréia (salivação aumentada), observação de feridas nas mucosas da cavidade oral e língua.

 

Na doma e treinamento os sintomas mais observados são: o animal joga a cabeça para o alto, balança a cabeça, morde a embocadura; ou qualquer outra forma de rejeitar a embocadura; o treinador encontra dificuldades para realizar manobras para os lados, observando o animal com problemas considerados de temperamento ou doma, com conseqüente diminuição na performance atlética e perda de condição física.

 

Os problemas mais encontrados são:

1) Pontas (espículos), bicos e ganchos nos dentes: machucam e, às vezes, até laceram as bochechas e língua. Necessitam de nivelamento e arredondamento.

2) Dente de Lobo: ele não tem função de mastigação e causa grande desconforto quando entra em contato com a embocadura. É necessária a extração, principalmente em potros antes do início da doma, para não lhe causar traumas. É importante lembrar que animais já domados e em treinamento muitas vezes têm um desconforto extremo causado por este dente e, mesmo depois da extração, ainda vão apresentar por algum tempo um pouco de reação no trabalho, pois ainda ficam em suas memórias a dor causada pelo choque da embocadura e o “beliscamento” nas bochechas.Isso se dá até que esqueçam o trauma.

3) Problemas de má oclusão, ou seja, no assentamento dos dentes superiores sobre os inferiores, causa o braquignatismo, onde os dentes incisivos superiores se encontram “para frente” dos dentes incisivos inferiores e o prognatismo onde acontece o inverso.
O braquignatismo é um problema freqüente, por isso devemos estar atentos, pois se trata de um problema que tem envolvimento genético. Por conseqüência, é importante frisar a importância que os criadores devem dar a problemas relacionados à dentição, quando selecionam seus animais para a reprodução.

É indicado que se inicie os exames orais nos potros o quanto antes, pois muitas vezes, podemos solucionar os problemas antes de eles serem domados. Há situações que, em animais bem jovens, um simples manejo alimentar soluciona alguns problemas relacionados à má oclusão.

4) Presença de dentes descíduos (dente de leite) ou supranumerários: deve-se fazer a retirada do descíduo que permaneceu sobre o dente permanente.
Os resultados do tratamento vão aparecer muito rápido, os animais vão melhorar a mastigação, a digestão dos alimentos e com isso diminuir risco de problemas gastro-intestinais, como, principalmente, a cólica. Enfim, criando condições para que o animal atinja todo o potencial.
Na doma e treinamento os resultados são incríveis, facilitando muito o trabalho do treinador, onde o animal vai sentir conforto com a embocadura. Com isso, diminuirá o estresse e o trauma, melhorando o aprendizado e obtendo resultados mais rápidos.

Porém, deve-se lembrar que, algumas vezes, animais jovens vão ter alterações no temperamento por dor na troca dental, o que é normal, onde o veterinário (dentista) deve explicar ao treinador sobre o episódio e sugerir que este animal use por algum tempo outro tipo de equipamento como o hackamore, hackamore mecânico, side pull etc. E sugerir, ainda, que esses equipamentos sejam usados em todos os animais que sofreram tratamento por alguns dias.
É interessante que se faça o tratamento dentário duas vezes por ano, pois os dentes dos eqüinos estão crescendo e se desgastando constantemente. Portanto, pode-se concluir que a manutenção da “saúde bucal” dos cavalos irá interferir na performance, no temperamento e na longevidade de nossos animais.

Leonardo Feitosa Marinho, ou simplesmente “Léo” como é conhecido, é daqueles camaradas que vivem cavalo 24 horas por dia. É médico veterinário, dá cursos pelo Senar de doma racional, rédeas, ferrageamento, casqueamento, primeiros socorros, entre outros. Além de tudo isso ainda arruma tempo para dar palestras motivacionais sobre trabalho em equipe, baseado na relação de respeito entre homem e cavalo.

 

Sem dúvidas ele é um dos nossos grandes amigos e estará bastante presente no nosso blog.